Gás natural para frotas, vale a pena?

gás natural

Em busca de promover cada vez mais economia, o controle de frotas no Brasil cogitam a utilização de gás natural em suas frotas. Na verdade muitos veículos já contam com essa estratégia. A grande questão é sobre a viabilidade desse uso. Valeria mesmo a pena trocar a utilização de combustível comum pelo gás natural?

Para sanar essas questões estão disponíveis abaixo os principais desdobramentos da utilização desse tipo de combustível, seu desempenho e relação custo x benefício.

O Que é o Gás Natural?

Ao contrário dos demais combustíveis, o gás natural tem seu formato gasoso. De maneira geral ele é encontrado em rochas porosas ou arenitos no arenoso. Sua formação se dá a partir da reunião de hidrocarbonetos de metano e etano. Por causa dessa formação, sua medição é em metros cúbicos e não em litros como os combustíveis comuns.

A boa notícia é que a utilização do gás natural não demanda um sistema criado especificamente para isso. Claro que é necessária a instalação de cilindros nos veículos interessados. Mas, mesmo que o veículo em questão possua um sistema comum de ingestão ou carburador, é possível adicionar os cilindros para a utilização do novo combustível.

Vantagens da Utilização do Gás Natural

Uma das principais vantagens de utilização do gás natural é a economia promovida. Essa economia pode chegar a 61% nos veículos movidos a gasolina e 59% naqueles que são movidos a álcool. Trata-se de uma economia significante.

Além disso, o fator segurança também é uma vantagem apresentada pelo novo combustível. Apesar de haverem registros de rompimentos de tanques, uma importante questão deve ser considerada. Trata-se da qualidade do equipamento escolhido para a utilização do gás natural. Então, como o armazenamento do combustível conta com muita pressão – afinal, trata-se de um gás -, a sua contenção deve ser feita com cilindros considerados de qualidade. Para a garantia da qualidade os cilindros devem ter o selo do Inmetro e não constar de nenhuma emenda ou solta. Além disso, a escolha da oficina para fazer a instalação deve ser feita considerando apenas aquelas credenciadas pelo próprio inmetro. Assim, o sistema é, sim, bastante seguro.

Por se tratar de um gás natural, é também um combustível mais limpo, o que faz com que os resíduos nos bicos injetores também sejam diminuídos. Em razão disso o prazo da troca de óleo também acaba sendo estendido em mais de 2 mil quilômetros, além de aumentar a vida útil do escapamento.

Desvantagens da Utilização de Gás Natural

Como nem tudo é perfeito, assim também é no mundo do abastecimento. A utilização do gás natural como combustível da frota também pode trazer algumas desvantagens. A primeira delas diz respeito à manutenção do veículo. Apesar de eficiente, os cilindros necessários para a utilização do novo combustível podem chegar a pesar 60kg. Esse aumento de peso pode requerer uma maior observação ao sistema mecânico, como é o caso das suspensões. O GNV também pode causar maiores desgastes nas velas de ignição, cabos de velas e filtros de ar.

Além da questão mecânica deve ser observada também a redução do desempenho do motor estimulada pela utilização do gás natural. Em carros 1.0 essa diminuição de potência é notada com mais clareza. Embora os laboratórios estejam trabalhando numa maneira de reduzir cada vez mais esse impacto, eles ainda são sentidos em virtude da troca de combustíveis.

Por fim, antes de fazer a alteração do combustível é importante que a consultora de seguros aplicado ao veículo em questão seja consultada. Isso porque, o aumento do valor da apólice também pode ser uma desvantagem e uma ingrata surpresa.

Vale a Pena Utilizar Gás Natural na Frota?

Não se pode negar que a tendência evolutiva é a transição para a utilização de recursos cada vez menos agressivos à natureza. Entretanto, antes de optar pela utilização do gás natural nos veículos da frota é preciso que uma análise seja feita a respeito de sua viabilidade e sustentabilidade.

Assim, é preciso considerar a quantidade de quilômetros rodados pelo veículo em questão em determinado período. Caso essa conta gire em torno dos 5 mil quilômetros mensais, pode ser um bom investimento a troca. Para garantir que a conta seja efetiva, a web disponibiliza uma ferramenta de simulação que prevê a economia e retornos financeiros da troca.

Em seguida, deve-se considerar a disponibilidade do combustível na região em questão. Afinal, de nada adianta a instalação de cilindro se não há possibilidades de serem recarregados. A verdade é que, diariamente os números de postos que oferecem o gás natural aumentam, mas, eles ainda estão aquém da necessidade nacional.

Então, o ideal é colocar na ponta do lápis o possível aumento do custo com o abastecimento, contabilizar os aspectos considerados desvantajosos e fazer o mesmo com as vantagens. Na hora de fazer essa conta é de fundamental importância considerar a imagem criada para a empresa a partir da utilização desse tipo de combustível e os retornos positivos a partir disso.

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