O que é logística reversa e como praticá-la?

logística reversa

Logística Reversa é a parte da logística que promove o retorno dos materiais que podem ser reaproveitados. Além desses, o processo também compreende a fase de descarte apropriado de materiais que causam impacto na natureza.

Então, enquanto a logística comum se preocupa em produzir e entregar um produto da forma mais ágil e barata, a logística reversa se preocupa em recolher esses mesmos produtos quando estes não estão mais cumprindo sua função. Ao serem recolhidos, esses produtos seguem para uma fase de reaproveitamento antes de ser colocado de volta no mercado. Aqueles cujo reaproveitamento não seja possível, seguirão para uma destinação adequada cujo impacto ambiental seja o menor possível. Tudo isso, também, considerando a maneira mais ágil e mais barata.

Vantagens da Logística Reversa

O principal papel da logística reversa é ponderar sustentabilidade e a atividade empresarial. Entretanto, além do equilíbrio entre economia e meio ambiente, outro diversos benefícios acompanham o processo. Entre eles:

Redução de custos

Embora os custos para manter o processo de logística reversa sejam bastante altos, há que se considerar o grande potencial econômico dessa atividade. Atualmente, o alto custo do processo está ligado à falta de estrutura para o recebimento e tratamento desses produtos. Afinal, não há muitas empresas dedicadas à manutenção de uma logística eficiente ou descarte sustentável.

Porém, há na atividade um enorme potencial de lucratividade e redução de custos. E esse potencial não é plenamente explorado, apenas pela falta de infraestrutura para a atividade. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, anualmente, R$8 bilhões a mais seriam arrecadados se houvesse condições suficientes.

Melhorias no processo de produção

Um aspecto claramente notável quando se trata de logística reversa é a melhoria no processo produtivo. Isso acontece porque, comumente, as empresas que se preocupam com a coleta e destinação de resíduos também se propõem às inovações. O que significa dizer que, não raras vezes, elas estão dispostas ao envolvimento com a criação de novas diretrizes para o tratamento de resíduos.

Com isso, há investimentos direcionados para pesquisas sobre o ciclo de vida de cada produto, seu impacto na natureza e a destinação adequada ao final do seu ciclo. Logo, com conhecimento, controle e responsabilidade é possível equilibrar custos e garantir resultados de longo prazo.

Melhor competitividade

A adoção do sistema de logística reversa também confere às empresas uma melhor condição de competitividade. Além das certificações concedidas pelos próprios órgãos certificadores às empresas aderentes, a própria sociedade enxerga com melhores olhares aqueles que viabilizam o retorno de produtos. O que faz da relação entre empresas e consumidores uma relação baseada também em valores.

Como praticar a Logística Reversa

O primeiro passo para a logística reversa é o incentivo aos usuários finais. A propósito, não há o que coletar quando os consumidores não sabem onde deixar os produtos. Para isso, as empresas coletoras e transportadoras investem esforços para que a coleta seja otimizada. Como principal estratégia, as empresas responsáveis pela coleta e destinação devem, então, estar alinhadas com as lojas que também fazem a distribuição. Assim, além de venderem os produtos, os estabelecimentos estarão prontos para recebê-los de volta quando seu ciclo útil for finalizado.

Além do incetivo e alinhamento, as frotas devem cuidar para que sua rota contemple também, além da distribuição, a coleta. Assim, os caminhões que distribuem o material podem incluir em seu itinerário um plano de recolhimento otimizado e eficiente.

Por fim, é necessário que o processo implantado seja criativo ao ponto de atrair o envolvimento dos consumidores. Uma boa estratégia é dividir com a própria comunidade a oportunidade de dar uma nova destinação do produto. É o caso de ONG’s, por exemplo, que trabalham com reciclagem de produtos. As empresas coletoras podem investir nessas ONG’s para que desempenhem melhora sua função. Dessa forma, as empresas ganham incentivos fiscais pelo investimento no terceiro setor, as ONG’s ganham melhores condições de trabalho e a sociedade ganha qualidade de vida.

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