Agregar caminhão: Vantagens e desvantagens

agregar caminhão

Quem trabalha com transportes enfrenta diariamente muitos desafios. Alguns deles podem ser evitados a depender da forma como se trabalha, outros são potencializados pela mesma razão. Por essa razão, é necessário conhecer bem as formas de trabalho disponíveis para motoristas e proprietários. Entre eles, a decisão de agregar caminhão, por exemplo, é uma das mais recorrentes.

Especialmente quem deseja atuar com mais estabilidade, geralmente prefere agregar o caminhão. Entretanto, essa escolha traz algumas vantagens e desvantagens. Antes, então de fazer a escolha, descubra quais são elas!

O que significa agregar um caminhão

Primeiramente, você precisa saber em que consiste o ato de agregar caminhão. Na verdade, essa categoria de prestação de serviço funciona de maneira parecida com a atuação do caminhoneiro autônomo. Entretanto, ao invés de arranjar frete por frete, o caminhoneiro estabelece um contrato de prestação de serviços com uma empresa específica.

Quando se estabelece uma relação de agregação, o proprietário deve deixar o caminhão em questão disponível para a transportadora. Ou seja, embora ele não seja um funcionário, ao ser requisitado, o proprietário deve dispor do caminhão para o serviço solicitado. Dessa forma, como qualquer outra categoria de trabalho e prestação de serviços, há benefícios e desvantagens envolvidos na relação.

agregar caminhão
Foto – Reprodução EnviEstudos

Vantagens de agregar caminhão

Para a transportadora, agregar caminhão estimula a redução de custos. Uma das razões para que isso aconteça é o alto investimento que as transportadoras costuma ter com a aquisição e manutenção de veículos.

Quando, ao contrário, a transportadora opta por agregar caminhões, esses custos diminuem. Embora na maioria das vezes a empresa ainda auxilie os proprietários com a manutenção de alguma forma, essa é uma responsabilidade dos próprios donos dos caminhões.

Quando se agrega caminhões, a expectativa é de obtenção de lucros significativos, o que também é uma grande vantagem. Afinal, o escalonamento diário é gradativo e crescente, à medida que a transportadora permanece captando clientes.

Já para o caminhoneiro, a primeira vantagem dessa modalidade de prestação de serviço é que o proprietário do caminhão está menos exposto ao risco de ter o seu caminhão sem opções de frete. Esse, inclusive, é um dos maiores pesadelos de motoristas autônomos. Enquanto isso, o motorista agregado costuma ter uma prévia na contratação sobre a demanda que terá.

Como consequência disso, geralmente a renda auferida é maior do que na categoria autônoma. Além disso, o fato de contratos desse tipo livrarem despesas como INSS e FGTS, resulta em maiores ganhos para o motorista que agrega o seu caminhão.

Também como consequência da frequência com que realiza trabalhos, quem opta por agregar caminhão também costuma ter um fluxo de caixa mais líquido. Isso acontece porque, há uma possibilidade maior de planejamento desse fluxo, uma vez que o caminhoneiro agregado costuma ter uma prévia dos trabalhos que terá.

Assim, o motorista ou proprietário do caminhão pode gozar de uma maior estabilidade financeira, resultado da entrada constante de fundos. Isso facilita ações como a previsão de custos, programação de manutenções, aquisição de melhorias e tudo o mais relacionado à vida financeira.

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Foto – Reprodução OnTruck

Desvantagens de agregar caminhão

Conforme se espera de qualquer tipo de relação, agregar caminhão também pode trazer algumas desvantagens. E, quando se trata das transportadoras, o primeiro ônus é o fato de que os lucros devem ser divididos. Pois, não se trata apenas de custear os transportes, mas de remunerar o proprietário. Dessa forma, parte dos lucros é a própria remuneração.

Os custos trabalhistas fixos também são um grande desafio para as transportadoras. E, caso eles façam parte da negociação com o agregado, serão uma parcela significativa das despesas mensais. Por essa razão, a negociação deve ser clara quanto a esse aspecto. Pois, embora não se trate de uma obrigação predisposta da transportadora, pode ser uma exigência um caminhoneiro.

Entre elas está a rotina desgastante que foge da liberdade que um motorista autônomo exerce. Afinal, os motoristas agregados não podem escolher fretes conforme a sua própria preferência. Ao contrário, estão submetidos às necessidades do seu fornecedor de serviços.

Nesse tipo de prestação de serviço, o motorista também precisa lidar com uma relação de cobranças, embora não haja um relacionamento de hierarquia. De maneira geral, apesar de não ser o correto, as transportadoras acabam exigindo questões como horário de trabalho e exclusividade na prestação de serviços, dentre outras exigências.

Além disso, que trabalha como agregado não são destinatários dos direitos trabalhistas. Essa é uma contrapartida do fato de ganharem mais em relação à média. Assim, por causa da ausência do vínculo empregatício, um motorista agregado não recebe por horas extras, décimo terceiro salário, férias remuneradas, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ou quaisquer benefícios dessa natureza.

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